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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Carta de Amor



  Trinta e dois anos, ar ainda juvenil, mas tem um coração triste. Mas mesmo sendo assim Andy Grappe  passou a ser solitário à um mês. Um homem belo, mas triste. Ele se entrega ao trabalho para esquecer a mulher que o magoou. No início ele se afastou dos amigos, mas hoje vivi disfarçando seu sofrimento, a única que sabe a verdade é Lizz, sua irmã. Ele se preparava para uma vida vazia e triste, focada no trabalho. E isso se confirmaria, mas uma carta mudou isso.
   Eram 9:30 da manhã Andy pegou as correspondências, parou em uma, ficou a fita-lá o remetente, Mary Copper. Ao ler aquilo lembrou do passado e na dor que ela o fez passar, se perguntava por que Mary havia o abandonado. Jogou a carta no lixo foi tomar um banho bem frio, tinha que esquecê-la, ele levou muito tempo para não lembrar dela a todo momento, mas não fez um trabalho. Mas não tirou a carta e seu conteúdo da cabeça, assim que tomou banho e se vestiu, foi ao lixeiro e pegou a carta sentou no sofá do pequeno apartamento e abriu cuidadosamente o envelope não queria estragar talvez a última forma de contato que Mary faria. Se pôs a ler:

          Querido Andy, achei que não deveria te escrever, mas com o incentivo da Lizz resolvi. Sei que depois de te abandonar é errado voltar, mas sua irmã me convenceu que você também estava sofrendo e nós deveríamos nos dar mais uma chance. Dois dias antes de nosso casamento meu irmão Claudio veio a falecer em Nova York, houve um acidente e ele teve uma hemorragia muito grave, ou algo assim, não consegui pergunta mais. Não tive tempo de me despedir dele e nem de você. Fui tão as pressas que esqueci de todo o mundo. Liguei para você após o enterro, mas sua mãe disse que era melhor eu te esquecer, ela estava com raiva de mim por abandonar o filho dela no altar. Tentei te ligar, mas ele nem chamava era como se o numero não existisse mais. Fiquei preocupada. Liguei para Lizz, ela me disse que jogou o telefone que te dei no mar e que foi embora para uma cidade maior para tentar me esquecer. Me senti muito mal por te abandonar, arrumei todas as minhas coisas estava pronta para ir a seu encontro e me explicar, mas cai doente um gripe que já havia se manifestado e aumentou para pneumonia. Tive que ficar em repouso por dias. Liguei para Lizz tinha que te ver a todo custo, foi assim que consegui seu endereço. Em fim, te escrevi para tentar fazer você me perdoar, se isso ainda for possível, saiba que vou te esperar até do dia 29 deste mês no chalé que era mãe, se não vier voltarei para para Nova York e tentarei seguir em frente. Espero que me desculpe.
Beijos Mary.
Ps.:Essa maluquinha ainda te ama.

  Andy não entendeu o que sentia, estava feliz por ela ter voltado, mas ainda sofria muito por causa dela... "Vou esquecê-la." pensou. Mas sabia que estava mentindo para ele mesmo. Passaram alguns dias Andy ficava mais e mais ansioso. E se perguntava "Será que ela ainda está me esperando?", "Eu devo ir encontrá-la?" e depois recordava o abandono, a solidão e afirmava: Não vou! Ela que espere!
  Madrugada do dia 28 para 29, Andy não consegui pregar o olho rolava pela cama de um lado para o outro. Encarou o relógio: "São cinco horas da manhã, se eu sair agora consigo chegar lá até as nove com transito bom." Não entendia porque havia feito aquele calculo, encarou o teto. "Por que?"
   E como se nada tivesse acontecido: - Porque eu a amo - sussurrou e depois mais forte - Eu amo aquela maluca impulsiva! - Se vestiu rapidamente, pegou o carro e saiu a toda velocidade. Mas havia muito transito, era feriado todos estavam indo viajar. "Droga!" ele exclamou.
   Depois de horas no transito ele chegou a entrada do chalé. Tudo fechado, conferiu o relógio: 12:05. "Tudo acabou, ela se foi." seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela ouviu um soluçar, vinha do fundo da pequena casa, ele deu a volta, de costa para ele estava uma moça de cabelos cacheados dourados que encarava o jardim.
   - Mary... ele sussurrou e ela se virou.
   Não disse nada, mas ela veio na direção dele o abraçou e no ouvido dele balbuciou:
   - Graças à Deus. - o encarou - você veio.
   - Claro que sim - sem mais palavras eles se beijaram.

4 comentários:

  1. Oi flor te seguir também ..Beijos

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  2. Linda!
    Sensível e com um ar de doação ao sentimento....
    Muito bom!

    ;D

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  3. Uaau... que lindo... tem continuação? Bjim!!!

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  4. Nossa, gostei. Gostei também do seu blog em geral, também vou te listar, assim como você sugeriu no Letoile Degas, lembra? Um beijo, sucesso.

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